quarta-feira, 25 de maio de 2016

Tirinha...

Uma atualização rápida... Encomenda da Ju para as turmas de 6º ano dela: adaptar uma das cenas iniciais de 2001 do Kubrick.


Considerando que é para o sexto ano, e que os a forma nos quadrinhos funciona diferente da imagem em movimento, então fiz a nave num estilo clichê/icone, e com um cenário igual ao do osso, o quadrinho anterior, para sugerir a transição de uma coisa para a outra.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Ludum Dare 35...

Não sei que dia foi, mas vi que já se encerraram as votações dos games desta última Ludum Dare, com o tema shapeshift (mudança de forma). Como falei antes, a tentativa de game da equipe da qual fiz parte foi bem interessante como exercício de criação. Fico feliz de ver que entre fames 2712 inscritos o nosso ficou em  123 na categoria "Mood" (contação de história, clima e sensação que o game passa), e 219 em gráficos.


Não tive muito tempo pra olhar muitos dos outros games inscritos, mas um dos que eu joguei e que ficou entre os primeiros colocados pode ser jogado aqui:


Nyamo's Adventure é um ótimo game, sons e gráficos simples mas impecáveis. Jogabilidade com quebra-cabeças leves, mas tudo muito bem planejado, um ótimo exemplo de level design. 



Interessante é também uma animação interativa (não é bem um game, por que parece que propositalmente não tem o elemento do desafio) chamada "Rain", também produzido por kat Jia e ddrKirby, no mesmo site acima.


quarta-feira, 18 de maio de 2016

E vamos indo...

Muito trabalho, acidentes na família (minha avó que quebrou o fêmur), e pouco tempo para atualizar o blog. Mas cá estou eu, pequeno registro a/r/tográfico de minha arte. Você, diário, que me força a pensar sobre meu fazer (pesquisa), a articular minhas aulas (professor) com meu fazer em arte (artista), sempre exigindo de mim alguma imagem e algumas palavras digitadas no computador. Então lá vai...

Semana retrasada:

Levei argila e todas as turmas tentaram fazer ocarinas. De cada turma saíam sempre uma ou duas ocarinas que tocavam (dentro da média dos outros anos para a primeira tentativa), e as demais voltaram para o bloco de argila.



Semana passada:

Mostrei vários vídeos com ideias de instrumentos musicais e materiais que podemos utilizar. A tentativa (que sei que vai ser difícil), é fazer com que os alunos consigam os materiais para construirmos os instrumentos. Cada turma vai construir os instrumentos que der a partir dos materiais que conseguirem. Pra tentar que isso dê certo vou levar amanhã a lista dos materiais, passar no quadro, me dispor a recolher toda quinta e sexta os materiais e armazenar aqui em casa. Um dos vídeos que assistimos:




Se conseguirmos fazer uma baixo destes eu ficaria bem feliz. Mostrei outros vídeos e alternativas de materiais e instrumentos possíveis de fazermos na escola. Esta semana, além de passar a lista de materiais, vamos tentar fazer mais umas ocarinas.

E fora da escola...

Fora da escola tenho feito mais experiências com instrumentos, materiais que posso empregar, e mesmo um estudo sobre intervalos de escala diferentes dos intervalos e temperamento ocidental. Com mais tempo quero fotografar tudo e colocar algum vídeo no youtube. A outra coisa que fiz foi pintar uma geladeira sob encomenda. A empresa de engenharia em que um primo meu trabalha quer colocar na rua uma geladeira que vai ser preparada para guardar livros. A ideia deles é ter esta estante de livros pública, na rua. Só espero que eles providenciem um teto ou alguma proteção a mais para a geladeira/livros, e para as pessoas que ali queiram parar. mas, em fim, minha parte é a criação da arte e a execução, que por fim terminei hoje:









segunda-feira, 2 de maio de 2016

Neste tempo...

Neste tempo em que o moralismo é a base da argumentação de todos, não importando seu espectro político. Em que todos querem ser os donos da verdade, de uma moral superior, altruísmo iluminado, anjos infalíveis, príncipes, lúcidos donos da verdade, que nunca erraram, nunca se equivocaram, nunca pareceram ridículos, e mesmo que o fossem sobre-humanos isso não bastaria como prova ou argumentação sobre algo. Onde gente movida pela mesquinhez humana, aquela que está em mim, em você, e que não sejamos hipócritas em esconder, enche a boca para dizer que só se importa com "os outros". Uma época onde os discursos são muitos, mas a forma é uma só: tacanha, moralista, conservadora, seja carregada de discurso de esquerda ou de direita. Provavelmente você não sabe do que eu estou falando neste desabafo, e não se incomode tanto, apenas assista a esse momento da maior dignidade da dramaturgia televisiva brasileira, "Poema em Linha Reta", de Fernando pessoa, recitado pelo personagem de Osmar Prado (indicação de minha companheira):



As vezes a forma carrega tanto ou mais conteúdo que o discurso.


As aulas...

Hoje fechei as notas, digitei naquele sistema capenga do Professor online. Talvez seja essa a parte mais chata de ser professor. Mas o que salva são os alunos e as surpresas que eles nos trazem. na última semana do primeiro bimestre, algumas turmas realmente me surpreenderam nas aulas de "Tocata aberta", onde eu levo quantos dos meus instrumentos musicais eu posso para a escola e deixo eles tocarem e brincarem a vontade. São aulas que agora vou dar um tempo, até por que muitos alunos não estavam interagindo quando não sabotando a aula e nada fazendo. Mas, com os que se interessavam, foi lindo, em especial na última semana, onde saíram verdadeiras tocatas, mesmo que os alunos tenham quase nenhuma prática com os instrumentos, ainda assim conseguiram tirar som da simplicidade, e juntos improvisamos instrumentais muito interessantes. Queria ter gravado (fica a dica pras próximas vezes, ter um gravador compacto que grave em MP3 sempre ligado para registrar estes momentos)

Nas semanas anteriores repetimos a atividade de análise de uma música. Ouvimos e analisamos a primeira faixa da opera Carmina Burana, de Carl Orff, "O Fortuna". Orff compôs a ópera se apropriando de poemas cantados do século XIII. Esses tipos de menestreis, músicos de rua, andarilhos pedintes, fanfarrões e boêmios que cantavam em troca de comida, bebida, ou abrigo, eram clérigos desempregados, treinados nas artes e em Latin, chamados genericamente de Goliardos. Frequentemente cantavam canções ironizando o alto clero, falando de seus amores mal correspondidos, sobre bebidas, sua falta de virtude e azar.


Bom, acho que vou colar aqui a estrutura da atividade, pra ficar mais claro o que aconteceu:

1) Conteúdo da forma: os alunos ouviram a música sem se importar com a letra, prestando atenção no instrumental, anotando os sentimentos, imagens e cenários que a música lhes despertava. Depois eles falaram pra turma o que tinham sentido, e curiosamente todos sentiram cosias parecidas, que a música era "opressora", "que nos sentíamos pequenos diante dela", música de terror, de guerra, e coisas semelhantes.

2)Conteúdo do discurso (Depois de copiaram a letra traduzida da música do quadro, lemos juntos frase por frase, e construímos um entendimento sobre o que tratava a letra: um lamento de um pobre Goliardo (um musico clérigo andante e desempregado de meados do séc. XIII) que cantava sobre volatilidade da deusa da Fortuna e de sua má sorte.

3) Articulando o conteúdo da forma e o conteúdo do discurso: Perguntei aos alunos como eles fariam o instrumental da música, que ritmo ou tipo de instrumentos, caso eles quisessem dar a ela um tom cômico ou irônico, e por que de sua escolha. As respostas claro que variavam, desde que os que colocaram qualquer coisa pra terminar a tarefa, até os que realmente tentaram articular a forma e o discurso.

Desta terceira parte, me marcaram duas respostas em especial: uma que o aluno dizia que faria uma música no estilo de desenhos animados, e outra de uma aluna que detalhava os instrumentos e jeito de cantar dos repentistas dos interiores deste Brasil. O interessante é que, não sabe minha aluna (mas saberá) que esta é uma das descrições dos Goliardos: compunham e se apresentavam como músicos de rua, e adaptavam suas canções ao gosto do freguês, de forma semelhante aos repentistas nordestinos.

Só para pontuar um detalhe: em todo momento eu mediei esta análise: perguntava, estimulava os alunos a falarem, direcionava a atividade colocando os subtítulos sobre os quais eles deviam completar com sua sensibilidade. Fiquei realmente satisfeito com os resultados destas atividades, que de quebra ainda serviram de avaliação pra fechar as notas dos alunos (aquela parte chata de nosso trabalho).

Boa parte das informações, além da tradução poética da letra original em Latin, eu peguei deste livro:

Carmina Burana: Canções de Beuern. Apresentação de Segismundo Spina. edição bilingue: latin-português. Introdução e tradução de Maurice van Woensel. São Paulo :Ars Poetica, 1994, 216ps



Ó Fortuna (Carmina Burana Nº17)

Ó Fortuna, tal a lua, uma forma variável.
Sempre enchendo ou encolhendo: ó que vida execrável!
Pouco duras, quando curas de nossa mente as mazelas.
A pobreza, a riqueza, tu derretes ou congelas.

Bruta sorte, és de morte: tua roda é volúvel.
Benfazeja, malfazeja, toda sorte é dissolúvel.
Disfarçada de boa fada, minha ruína sempre queres;
simulando estar brincando minhas costas nuas feres.

Gozar saúde, mostrar virtude: isto escapa a minha sina;
opulento ou pulguento, o azar me arruína.
Chegou a hora, convém agora o alaúde dedilhar;
a pouca sorte do homem forte devemos todos lamentar


domingo, 1 de maio de 2016

Marlo - Atualização

Fiquei tão encucado com minha lerdeza em terminar meu game do Marlo que montei mais uma fase neste final de semana.



Agora só faltam 7 estágios.... já que os gráficos estão todos feitos, será que eu conseguiria montar um por semana? Vou tentar uma meta destas...