segunda-feira, 1 de setembro de 2014

HQs...

Duas turmas terminaram suas HQs, e eu terminei de escanear, retocar, e imprimir elas pra entregar uma cópia por aluno (sim, faço esse esforço). Eles discutiram brevemente o tema "preconceito", e fizemos a dinâmica de criar coletivamente a história, posteriormente a montagem das páginas, diálogos e balões para as HQs. Ao final, penso que elas sevem bastante como um diagnóstico do que eles pensam a respeito do tema, além de passarem pela experiência ética e estética através da elaboração das HQs. Quem quiser pode baixar os arquivos em formato PDF pra dar uma conferida:

HQ da turma 12

HQ da turma 13


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O último a saber...


Dou as 5 aulas nas segundas e quartas a noite. De terça pra quarta a diretora muda a programação das aulas e pra variar eu só fico sabendo quando chego pra trabalhar na quarta a noite (não é a primeira vez que ela esquece de me avisar só por que eu não frequento muito a sala de professores). Eu levava todo o material para "brincar" de histórias em quadrinhos com os alunos: revistas pra recortar, o trabalho inacabado deles, balões de HQ em tamanho grande feitos de eucatex, além de uma bateria eletrônica para trabalhar com as turmas de música.



Beleza, mas podiam ter me avisado. Então eu pensei: mas se é pra fazer uma noite de atividades que eles possam escolher e curtir, por que não montar a bateria na biblioteca (que geralmente fica fechada por que não temos bibliotecário) e aqueles alunos que desejarem podem ficar lá brincando com o instrumento. Quem sabe tocar ensina um pouco a quem não sabe, mostra seus saberes, e quem não sabe experimenta o instrumento musical.

Ao fim, sem ter planejado, aconteceu a abordagem da qual sempre fala meu amigo professor kinceler: "Simultâneidades Afetivas". Várias atividades em simultâneo: Eu com a bateria na biblioteca, o professor de educação física no ginásio com esportes, filmes em duas salas. E os alunos podiam escolher o que fazer a qualquer momento. Muitos vieram, participaram da "brincadeira" com a bateria, foram ver filme enquanto outros viam ver e tocar, e depois voltavam. Outros escolheram nem ir comer o cachorro quente pra continuar brincando com o instrumento musical. Foi uma noite de atividades livres, muito próximo da abordagem de arte relacional e colaborativa.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Vamos lá...


E aqui vou eu tentando manter este blog vivo. Experimental como surgiu, ainda procuro uma vocação para este blog. Sendo ele A/R/Tográfico, cabem aqui grafismos relacionados a minha prática de professor, pesquisador, e artista, sem grandes distinções (e esse é ponto desafiador).

Fotografei alguns orocongos que ajudei meus alunos de ensino médio a fazer:


Se der tempo ainda quero ajudar os alunos a pintarem estes instrumentos musicais. Será que guache pega em madeira de pinus? Vamos experimentar...

Com outras 4 turmas estamos elaborando histórias em quadrinhos de 5 a 6 páginas cada uma (uma por turma). O Tema que escolhi pra conversarmos e partirmos foi o do preconceito. Discutimos a partir das seguintes perguntas (maios ou menos assim, retiradas do pensamento de Emmanuel Levinas):
"Eu tenho o direito de dizer ao outro quem ele é e qual o seu lugar no mundo?"
Não por coincidência todas as narrativas, criadas em uma atividade que compartilhava o ato criativo, focaram no tema do Bullying. Em breve vamos ver como ficam finalizadas estas HQs...

O Coletivo Geodésica Cultural Itinerante, do qual faço parte, está organizando uma parceria com o Museu Victor Meirelles, para um evento no final de setembro. Quando estiver tudo organizado eu divulgarei aqui a programação e demais detalhes. Já adianto que pretendo fazer um "lançamento oficial" do game de computador que eu produzi (fiz tudo, personagens, gráficos, sons...) As Aventuras de Zé Baldinho.


A, e esses dias fiz dois orocongos de lata bem caprichados (com latas de bombons):

Orocongo Amizade

Orocongo Sonho de Valsa

Ambos feitos com latas que tinha tampa, com braço de angelim pedra (sobras de madeira da construção de minha casa que eu, minha namorada, e meu amigo Helton estamos construindo). Soam muito bem, em bom volume, incrível. Esses dois eu pretendo colocar para vender no final de setembro.

domingo, 17 de agosto de 2014

O Blog não está abandonado...

Abandonado...

Sinto como se tivesse deixado esse blog abandonado. Mas ainda não desisti dele. Fiquei muito atarefado com as aulas, a construção de minha casa (Eu, minha companheira e um amigo a fazemos), e o segundo game que estou produzindo por completo. Logo em breve quero postar fotos dos orocongos dos alunos, e outros que produzi pra vender, do game em que estou trabalhando, das HQs (histórias em quadrinhos) que os alunos estão produzindo, e outras coisas que tiverem relação com minha prática A/R/Tográfica.

Até Breve...

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Marasmo...


Entrega de boletins, fechamento de notas, pouco tempo de aula, greves de ônibus e outros adiamentos das aulas... e o tempo passa...


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Focos... pontos de vista....


Poucas atualizações neste blog: ando bastante ocupado usando o tempo "vago" para finalizar o game das Aventuras de Zé Baldinho, que pode ser acompanhado pelo blog http://zebaldinho.blogspot.com.br/

Mas as aulas continuam.. orocongos, tocatas, desenhos... conselhos de classe e notas: aquele desperdício de tempo e energias que poderiam ser utilizados na sala de aula, mas vamos lá...

Passadas estas burocracias que apenas ensinam aos alunos como se comportar em fábricas e escritórios, vamos ao que me interessa: alegria e compartilhamento de saberes. Felicidade em ver rostinhos atentos em minha apresentação no auditório onde mostrei o planejamento anual: principais atividades e seus objetivos para o resto do ano. Me expus, me arrisquei, agora tenho de cumprir, mas acredito que comprometimento exige essas coisas. E vamos em frente...


terça-feira, 6 de maio de 2014

Desenhar....



Mesmo no ensino médio, muitos alunos pedem pra ter atividades de desenho, Pro preguiça, por costume, por acreditar que vai ser relaxante, ou por gosto, o fato é que eles pedem. Mas, muitos se recusam,ficam com receio de desenhar. Então vamos desconstruir umas coisas...

Sabem por que o desenho da criança é realista? Por que é realista para ela, dos 2 aos 8 (geralmente, vaira com os estímulos, não é determinado assim) o desenho da criança dá conta de representar a realidade para ela. Conforme sua percepção do mundo vai se tornando mais detalhada o seu desenho vai no embalo. Quando entre os 8 e 12 anos a percepção dá um salto, a mão não consegue acompanhar, ou precisa de muito mais tempo de treino para alcançar essa noção de "realidade", o que frustra e faz com que as crianças parem de desenhar. Ai ouvimos "professor, meu desenho tá feio", "professor, eu não gosto de desenhar", ou "professor, eu não sei desenhar".

E vocês sabem por que o desenho da criança é expressivo? De forma simples, é por que ele, em geral, tem mais pretensão de comunicar do que pretensões estéticas. Á sim alguma experimentação da do "gesto", da técnica, mas esta está presa a noção de realismo da criança, a sua busca por representar o mundo como ela acha suficiente.

Por estas e outras os desenhos das crianças tendem a ser mais informativo, tanto no conteúdo como na forma, e essa característica só aumenta conforme crescem. Como os egípcios, eles não querem deixar informações de fora. Melhor desenhar a pessoa pequena, para caber na folha. Então, vamos fazer um exercício para forçar os alunos a desenhar coisas grandes. Vamos lá, pelo menos 2 planos, um na frente, em close, aparecendo apenas uma parte de um objeto, pessoa, anila, bem grande, e outro bem longe, uma paisagem ao fundo.


Paisagem ao fundo - Canetinha e giz paste, A4, 2014



Paisagem ao fundo 2 - Canetinha e giz paste, A4, 2014

"A professor, mas ai não vai dar pra dizer se é uma bola ou um guarda sol"... "Exatamente, como eu disse, ai que é legal, se perde um pouco de informação mas quem olhar para o desenho vai perder mais do que 2 segundos olhando pra ela e tentando imaginar o que pode ser isso. Não tenham medo de fazer bem grande, de mostrar apenas uma pequena parte do objeto do primeiro plano"...